quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Estou sentada na beira do mundo, sou espectadora de mim própria. O universo gira, a chuva cai, o rio corre... A minha alma navega nesse universo mas não participa dele, não se deixa iluminar, não flutua. Sou como um barco atracado na margem de um qualquer rio, de um qualquer universo, que assiste à passagem da vida... (VM)


domingo, 17 de fevereiro de 2013

E aqui estou eu nesta noite sombria,
oiço a voz do silêncio...
Melodia que não quer calar,
sensação que não quero sentir.
Arrepio da alma...

Noite, silêncio, escuridão
é preciso sentir com o coração...

Quero tudo e não quero nada!
Espero tudo e não tenho nada!
Não esperes tanto, não queiras tanto.
Não exigas tanto da humanidade.

A vida segue e de nada servem as ânsias...(VM)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

 
Tenho tanto para dizer
mas as palavras estão presas.
É tanto este querer
e tão poucas as certezas.
 
 
Gostava que tudo fosse diferente,
que estivesses aqui comigo.
Sinto-me tão transparente,
que sina, que castigo.
 
 
Com o azul do céu eu sonho
em dia de tempestade.
Como a noite anseia o dia
eu te espero de verdade.
(VM)


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Outono das Nossas Vidas

Gosto dos dias solarengos de Outono. Reina a tranquilidade e a harmonia. As folhas caem cobrindo aquele caminho (o nosso caminho) de vestígios da Primavera de outrora. Manta de retalhos impregnada de lembranças... de sonhos...
Cada retalho é como uma peça de um puzzle, o puzzle das nossas vidas. Não podemos ou não devemos viver de retalhos, de folhas caídas. Mas podemos e devemos viver rodeados de mantas coloridas e de florestas pintadas com as cores resplandescentes de Outono.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Eu vou na esperança de voltar,
sigo aquele caminho sombrio
na esperança de te poder encontrar.

Pra quê continuar a sofrer
perseguindo a ilusão,
Sentindo o que não se vê,
enganando o coração!(VM)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

A mágoa é uma marca que deixam em nós. Impossível não sofrer quando nos marcam desta forma. Só a erosão dos tempos poderá disfarçar este sofrer. Tatuagens na alma que não conseguimos evitar. Como um coleccionador de arte eu colecciono todas as minhas marcas, com toda a tristeza e alegria, para o bem e para o mal...(VM)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Sinto-me a percorrer o mesmo caminho vezes e vezes sem conta. Um caminho sempre igual, esquecido pelo tempo. Sigo em frente na solidão dos dias e na tristeza das noites... É um caminho vazio este que percorro, sem cor... sem brilho...

Vivo em mim sem ser eu. (VM)