Sinto falta mas não sei de quê,
tenho saudades mas não sei de quem.
Vivo uma vida que ninguém vê,
fico à espera de alguém que não vem.
Escrevo estas linhas que ninguém lê,
páginas de uma vida esquecida.
Palavras para dizer não sei bem o quê,
historia que ninguém viveu. (VM)
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Noite de Saudade - Florbela Espanca
A noite vem pousando devagar
Sobre a terra que inunda de amargura...
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura...
Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura...
E eu ouço a noite a soluçar!
E eu ouço soluçar a noite escura!
Por que é assim tão ´scura, assim tão triste?!
É que, talvez, ó noite, em ti existe
Uma saudade igual à que eu contenho!
Saudade que eu nem sei donde me vem...
Talvez de ti, ó noite!... Ou de ninguém!...
Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!
Sobre a terra que inunda de amargura...
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura...
Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura...
E eu ouço a noite a soluçar!
E eu ouço soluçar a noite escura!
Por que é assim tão ´scura, assim tão triste?!
É que, talvez, ó noite, em ti existe
Uma saudade igual à que eu contenho!
Saudade que eu nem sei donde me vem...
Talvez de ti, ó noite!... Ou de ninguém!...
Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!
domingo, 19 de maio de 2013
Se a rosa não fosse flor o que seria?!
Olho para aquele jardim,
os meus olhos dançam,
balançam de flor em flor,
rodopiam de cor em cor.
Se a rosa não fosse flor o que seria,
se o sol não fosse calor o que seria.
Olho para aquele céu,
os meus olhos dançam,
balançam de estrela em estrela,
rodopiam de esplendor em esplendor.
Se o sonho não fosse voar o que seria,
se o amor não fosse dor o que seria. (VM)
os meus olhos dançam,
balançam de flor em flor,
rodopiam de cor em cor.
Se a rosa não fosse flor o que seria,
se o sol não fosse calor o que seria.
Olho para aquele céu,
os meus olhos dançam,
balançam de estrela em estrela,
rodopiam de esplendor em esplendor.
Se o sonho não fosse voar o que seria,
se o amor não fosse dor o que seria. (VM)
sábado, 18 de maio de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Povo que lavas no rio - Pedro Homem de Mello
Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.
Fui ter à mesa redonda
Bebi em malga que me esconde
O beijo de mão em mão.
Era o vinho que me deste
A água pura, puro agreste
Mas a tua vida não.
Aromas de luz e de lama
Dormi com eles na cama
Tive a mesma condição.
Povo, povo, eu te pertenço
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida não.
Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Voltei a sonhar o sonho já sonhado
Se sonhar é criar expectativas,
criar expectativas também é sonhar.
Para mergulhar é preciso dar o salto,
se demos o salto é porque quisemos mergulhar.
Voltei a sonhar o sonho já sonhado,
voltei a esperar o já esperado.
Se ao caminhar tropeçar e cair,
a mesma estrada eu vou seguir.
Faço do fim um recomeço,
da meta um obrjectivo a atingir.(VM)
criar expectativas também é sonhar.
Para mergulhar é preciso dar o salto,
se demos o salto é porque quisemos mergulhar.
Voltei a sonhar o sonho já sonhado,
voltei a esperar o já esperado.
Se ao caminhar tropeçar e cair,
a mesma estrada eu vou seguir.
Faço do fim um recomeço,
da meta um obrjectivo a atingir.(VM)
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