Olho para aquele jardim,
os meus olhos dançam,
balançam de flor em flor,
rodopiam de cor em cor.
Se a rosa não fosse flor o que seria,
se o sol não fosse calor o que seria.
Olho para aquele céu,
os meus olhos dançam,
balançam de estrela em estrela,
rodopiam de esplendor em esplendor.
Se o sonho não fosse voar o que seria,
se o amor não fosse dor o que seria. (VM)
domingo, 19 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Povo que lavas no rio - Pedro Homem de Mello
Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.
Fui ter à mesa redonda
Bebi em malga que me esconde
O beijo de mão em mão.
Era o vinho que me deste
A água pura, puro agreste
Mas a tua vida não.
Aromas de luz e de lama
Dormi com eles na cama
Tive a mesma condição.
Povo, povo, eu te pertenço
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida não.
Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Voltei a sonhar o sonho já sonhado
Se sonhar é criar expectativas,
criar expectativas também é sonhar.
Para mergulhar é preciso dar o salto,
se demos o salto é porque quisemos mergulhar.
Voltei a sonhar o sonho já sonhado,
voltei a esperar o já esperado.
Se ao caminhar tropeçar e cair,
a mesma estrada eu vou seguir.
Faço do fim um recomeço,
da meta um obrjectivo a atingir.(VM)
criar expectativas também é sonhar.
Para mergulhar é preciso dar o salto,
se demos o salto é porque quisemos mergulhar.
Voltei a sonhar o sonho já sonhado,
voltei a esperar o já esperado.
Se ao caminhar tropeçar e cair,
a mesma estrada eu vou seguir.
Faço do fim um recomeço,
da meta um obrjectivo a atingir.(VM)
Impressão Digital - António Gedeão
Os meus olhos são uns olhos,
e é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos,
onde outros, com outros olhos,
nao vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos, diz flores!
De tudo o mesmo se diz!
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.
Pelas ruas e estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandecente!!
Inutil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos!
Onde Sancho vê moinhos,
D.Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos!
Vê gigantes? São gigantes!
e é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos,
onde outros, com outros olhos,
nao vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos, diz flores!
De tudo o mesmo se diz!
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.
Pelas ruas e estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandecente!!
Inutil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos!
Onde Sancho vê moinhos,
D.Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos!
Vê gigantes? São gigantes!
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