"Não deixe de fazer algo por falta de tempo. Não deixe de ter alguém ao seu lado, ou de fazer algo por puro medo de ser feliz. A unica falta que será, será desse tempo que infelizmente não voltará mais."
domingo, 28 de abril de 2013
“Eu Escrevi um Poema Triste”- Mário Quintana
Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza…
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel…
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves…
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!
sábado, 27 de abril de 2013
Vento que já não sopra igual...
Digo que sim quando o que eu queria era dizer não.
As palavras voam quando o que eu queria era o silêncio.
Flutuam ao sabor do vento,
livres e soltas como bolas de sabão.
Sento-me aqui à espera,
que o vento que soprou outrora
volte a soprar em mim
e traga de novo a Primavera.
Vento que já não sopra igual,
sol que já não irradia a mesma luz.
Na vida nada permanece, nada esquece,
força misteriosa que nos conduz.(VM)
As palavras voam quando o que eu queria era o silêncio.
Flutuam ao sabor do vento,
livres e soltas como bolas de sabão.
Sento-me aqui à espera,
que o vento que soprou outrora
volte a soprar em mim
e traga de novo a Primavera.
Vento que já não sopra igual,
sol que já não irradia a mesma luz.
Na vida nada permanece, nada esquece,
força misteriosa que nos conduz.(VM)
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Sei que não posso partir nem ficar...
Sei que não posso partir nem ficar,
não posso ir nem voltar.
Labirinto de sensações,
caminhos que nunca se cruzam.
Mas talvez possa navegar,
naquelas ondas, naquele mar.
Mergulho da luz à escuridão,
no mais fundo que á em mim.(VM)
não posso ir nem voltar.
Labirinto de sensações,
caminhos que nunca se cruzam.
Mas talvez possa navegar,
naquelas ondas, naquele mar.
Mergulho da luz à escuridão,
no mais fundo que á em mim.(VM)
Podemos ser sem sentido...
Podemos não ser aquilo que gostaríamos,
podemos não ser aquilo que os outros gostariam,
mas podemos tentar ser aquilo que nos faz bem,
podemos tentar ser aquilo que nos engrandece a alma.
Podemos ser sem sentido,
podemos ser sem destino.
Olhamos para a multidão,
observamos as vidas a passar.
Vidas que se cruzam sem se tocar,
seres que são aquilo que são.
Devemos ser aquilo que somos,
devemos percorrer o caminho que escolhemos...(VM)
podemos não ser aquilo que os outros gostariam,
mas podemos tentar ser aquilo que nos faz bem,
podemos tentar ser aquilo que nos engrandece a alma.
Podemos ser sem sentido,
podemos ser sem destino.
Olhamos para a multidão,
observamos as vidas a passar.
Vidas que se cruzam sem se tocar,
seres que são aquilo que são.
Devemos ser aquilo que somos,
devemos percorrer o caminho que escolhemos...(VM)
Passagem da Noite - Carlos Drummond de Andrade
É noite. Sinto que é noite
não porque a sombra descesse
(bem me importa a face negra)
mas porque dentro de mim,
no fundo de mim, o grito
se calou, fez-se desânimo.
Sinto que nós somos noite,
que palpitamos no escuro
e em noite nos dissolvemos.
Sinto que é noite no vento,
noite nas águas, na pedra.
E que adianta uma lâmpada?não porque a sombra descesse
(bem me importa a face negra)
mas porque dentro de mim,
no fundo de mim, o grito
se calou, fez-se desânimo.
Sinto que nós somos noite,
que palpitamos no escuro
e em noite nos dissolvemos.
Sinto que é noite no vento,
noite nas águas, na pedra.
E que adianta uma voz?
É noite no meu amigo.
É noite no submarino.
É noite na roça grande.
É noite, não é morte, é noite
de sono espesso e sem praia.
Não é dor, nem paz, é noite,
é perfeitamente a noite.
Mas salve, olhar de alegria!
E salve, dia que surge!
Os corpos saltam do sono,
o mundo se recompõe.
Que gozo na bicicleta!
Existir: seja como for.
A fraterna entrega do pão.
Amar: mesmo nas canções.
De novo andar: as distâncias,
as cores, posse das ruas.
Tudo que à noite perdemos
se nos confia outra vez.
Obrigado, coisas fiéis!
Saber que ainda há florestas,
sinos, palavras; que a terra
prossegue seu giro, e o tempo
não murchou; não nos diluímos.
Chupar o gosto do dia!
Clara manhã, obrigado,
o essencial é viver!
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