sábado, 27 de abril de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Sei que não posso partir nem ficar...
Sei que não posso partir nem ficar,
não posso ir nem voltar.
Labirinto de sensações,
caminhos que nunca se cruzam.
Mas talvez possa navegar,
naquelas ondas, naquele mar.
Mergulho da luz à escuridão,
no mais fundo que á em mim.(VM)
não posso ir nem voltar.
Labirinto de sensações,
caminhos que nunca se cruzam.
Mas talvez possa navegar,
naquelas ondas, naquele mar.
Mergulho da luz à escuridão,
no mais fundo que á em mim.(VM)
Podemos ser sem sentido...
Podemos não ser aquilo que gostaríamos,
podemos não ser aquilo que os outros gostariam,
mas podemos tentar ser aquilo que nos faz bem,
podemos tentar ser aquilo que nos engrandece a alma.
Podemos ser sem sentido,
podemos ser sem destino.
Olhamos para a multidão,
observamos as vidas a passar.
Vidas que se cruzam sem se tocar,
seres que são aquilo que são.
Devemos ser aquilo que somos,
devemos percorrer o caminho que escolhemos...(VM)
podemos não ser aquilo que os outros gostariam,
mas podemos tentar ser aquilo que nos faz bem,
podemos tentar ser aquilo que nos engrandece a alma.
Podemos ser sem sentido,
podemos ser sem destino.
Olhamos para a multidão,
observamos as vidas a passar.
Vidas que se cruzam sem se tocar,
seres que são aquilo que são.
Devemos ser aquilo que somos,
devemos percorrer o caminho que escolhemos...(VM)
Passagem da Noite - Carlos Drummond de Andrade
É noite. Sinto que é noite
não porque a sombra descesse
(bem me importa a face negra)
mas porque dentro de mim,
no fundo de mim, o grito
se calou, fez-se desânimo.
Sinto que nós somos noite,
que palpitamos no escuro
e em noite nos dissolvemos.
Sinto que é noite no vento,
noite nas águas, na pedra.
E que adianta uma lâmpada?não porque a sombra descesse
(bem me importa a face negra)
mas porque dentro de mim,
no fundo de mim, o grito
se calou, fez-se desânimo.
Sinto que nós somos noite,
que palpitamos no escuro
e em noite nos dissolvemos.
Sinto que é noite no vento,
noite nas águas, na pedra.
E que adianta uma voz?
É noite no meu amigo.
É noite no submarino.
É noite na roça grande.
É noite, não é morte, é noite
de sono espesso e sem praia.
Não é dor, nem paz, é noite,
é perfeitamente a noite.
Mas salve, olhar de alegria!
E salve, dia que surge!
Os corpos saltam do sono,
o mundo se recompõe.
Que gozo na bicicleta!
Existir: seja como for.
A fraterna entrega do pão.
Amar: mesmo nas canções.
De novo andar: as distâncias,
as cores, posse das ruas.
Tudo que à noite perdemos
se nos confia outra vez.
Obrigado, coisas fiéis!
Saber que ainda há florestas,
sinos, palavras; que a terra
prossegue seu giro, e o tempo
não murchou; não nos diluímos.
Chupar o gosto do dia!
Clara manhã, obrigado,
o essencial é viver!
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Manuel Alegre
ABRIL DE ABRIL
Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.
Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.
Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.
Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.
Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.
Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Pseudónimos vs Nomes verdadeiros
Pseudónimo: Pablo NerudaNome Verdadeiro: Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto
O poeta chileno resolveu adoptar o pseudônimo Pablo Neruda em homenagem ao escritor checo Jan Nepomuk Neruda.
Posteriormente, o escritor conseguiu na justiça a modificação de seu nome para o pseudónimo que usou durante toda a sua vida.
Pseudónimo: Miguel TorgaNome Verdadeiro: Adolfo Correia da Rocha
Miguel Torga foi um dos maiores escritores portugueses do século passado. O pseudónimo famoso foi criado aos 27 anos. O “Miguel” é uma deferência aos escritores espanhóis Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. O “Torga”, por sua vez, é uma planta brava da montanha, que nasce sobre as rochas.

Pseudónimo: Voltaire
Nome Verdadeiro: François Marie Arouet
Voltaire foi um dos maiores pensadores iluministas. Passou a história pelas críticas que fez aos regimes absolutistas europeus, bem como pelas duras críticas à Igreja Católica.
Um dos maiores críticos de toda história da Igreja Católica, o escritor, por ironia do destino (ou desejo de sua família), foi enterrado na Abadia de Scellieres.
Após a Revolução Francesa, contudo, seu corpo foi levado para o Panteão de Paris, onde permanece até hoje.
Curiosidades sobre escritores
Machado de Assis era míope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Nova Friburgo. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina (Carolina Augusta Xavier de Novaes).
Graciliano Ramos era ateu convicto, mas tinha uma Bíblia na cabeceira só para apreciar os ensinamentos e os elementos de retórica.
Cecília Meireles, numa das viagens a Portugal, marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no café A Brasileira, em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até as duas horas da tarde. Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo autor lusitano. Junto com o exemplar, a explicação para o "furo": Fernando Pessoa tinha lido seu horóscopo pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.
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