Luciana Frigerio transforma livros em esculturas. Usando obras recicladas, ela dobra, corta e brinca com com cada página, formando letras sempre no estilo de fonte Times ou helvética. Cada livro se torna uma obra de arte com mensagens de amor, letras de música ou palavras de inspiração.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
sábado, 6 de abril de 2013
Estou de facto aqui ou sou uma ilusão,
caminho pelo deserto dos meus sentidos.
Atravesso montanhas de felicidade, planícies de tristeza,
florestas de angústia, rios de sonho...
Enfim, eis que surge de repente aquele oásis tão desejado,
mas mais uma vez será realidade ou ilusão,
será mais uma miragem que surge no deserto da minha vida,
da tua vida, da nossa vida... (VM)
caminho pelo deserto dos meus sentidos.
Atravesso montanhas de felicidade, planícies de tristeza,
florestas de angústia, rios de sonho...
Enfim, eis que surge de repente aquele oásis tão desejado,
mas mais uma vez será realidade ou ilusão,
será mais uma miragem que surge no deserto da minha vida,
da tua vida, da nossa vida... (VM)
Lágrimas Ocultas (Florbela Espanca)
Se me ponho
a cismar em outras eras
Em que rí e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi outras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Em que rí e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi outras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Sophia de Mello Breyner Andresen - Porque
Porque
os outros se mascaram mas tu não
Porque
os outros usam a virtudePara comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de mello breyner andresen
Sentirmo-nos sós no meio da multidão é um lugar comum.
Percorrer a estrada da vida, viver vidas alheias passando ao lado da nossa própria vida.
Sensação de estar sem estar...
Como um balão que flutua livre, leve e solto, mas não tem para onde ir.
Viagem sem destino,
Labirinto interminável sem saída à vista...(VM)
Percorrer a estrada da vida, viver vidas alheias passando ao lado da nossa própria vida.
Sensação de estar sem estar...
Como um balão que flutua livre, leve e solto, mas não tem para onde ir.
Viagem sem destino,
Labirinto interminável sem saída à vista...(VM)
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