Se me ponho
a cismar em outras eras
Em que rí e cantei, em que era querida,
Parece-me
que foi outras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha
triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as
linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico,
pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto
de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as
vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
sábado, 6 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Sophia de Mello Breyner Andresen - Porque
Porque
os outros se mascaram mas tu não
Porque
os outros usam a virtudePara comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de mello breyner andresen
Sentirmo-nos sós no meio da multidão é um lugar comum.
Percorrer a estrada da vida, viver vidas alheias passando ao lado da nossa própria vida.
Sensação de estar sem estar...
Como um balão que flutua livre, leve e solto, mas não tem para onde ir.
Viagem sem destino,
Labirinto interminável sem saída à vista...(VM)
Percorrer a estrada da vida, viver vidas alheias passando ao lado da nossa própria vida.
Sensação de estar sem estar...
Como um balão que flutua livre, leve e solto, mas não tem para onde ir.
Viagem sem destino,
Labirinto interminável sem saída à vista...(VM)
quinta-feira, 4 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
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