sexta-feira, 5 de abril de 2013

Sentirmo-nos sós no meio da multidão é um lugar comum.
Percorrer a estrada da vida, viver vidas alheias passando ao lado da nossa própria vida.
Sensação de estar sem estar...
Como um balão que flutua livre, leve e solto, mas não tem para onde ir.
Viagem sem destino,
Labirinto interminável sem saída à vista...(VM)

terça-feira, 2 de abril de 2013

domingo, 31 de março de 2013

Eugénio de Andrade


Somos folhas breves onde dormem
aves de sombra e solidão.
Somos só folhas e o seu rumor.
Inseguros, incapazes de ser flor,
até a brisa nos perturba e faz tremer.
Por isso a cada gesto que fazemos
cada ave se transforma noutro ser.
 

 

Vislumbro uma primavera de outros tempos,
um passado de harmonia, de saudade...
Imagens de outras vidas de outras estações,
feixes de luz, de eternidade.

Olho pra trás e já não consigo sentir essa luz,
o brilho esmoreceu, apagou-se.
Alma saudosista esta que me conduz,
como um barco à deriva...

Navego sem rumo, sem destino,
neste oceano chamado vida.(VM)