terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Eu vou na esperança de voltar,
sigo aquele caminho sombrio
na esperança de te poder encontrar.

Pra quê continuar a sofrer
perseguindo a ilusão,
Sentindo o que não se vê,
enganando o coração!(VM)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

A mágoa é uma marca que deixam em nós. Impossível não sofrer quando nos marcam desta forma. Só a erosão dos tempos poderá disfarçar este sofrer. Tatuagens na alma que não conseguimos evitar. Como um coleccionador de arte eu colecciono todas as minhas marcas, com toda a tristeza e alegria, para o bem e para o mal...(VM)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Sinto-me a percorrer o mesmo caminho vezes e vezes sem conta. Um caminho sempre igual, esquecido pelo tempo. Sigo em frente na solidão dos dias e na tristeza das noites... É um caminho vazio este que percorro, sem cor... sem brilho...

Vivo em mim sem ser eu. (VM)


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Pensar, pensar, pensar...
Porquê tanta inquietação!?
Sentir, sentir, sentir...
Porquê este sobressalto no coração!?

Porque não posso simplesmente seguir em frente,
Deixar pra trás o que me aprisiona.
Abrir as asas e voar, como a andorinha voa em direcção à Primavera,
Em busca daquilo que realmente sente.(VM)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Não podemos ser aquilo que não somos,
não podemos esperar aquilo que não nos está destinado...
Desejar talvez,
sonhar talvez...
Vaguear pela imensidão de possibilidades que a ilusão nos trás...
E seguir em frente... (VM)

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Sinto que me posso perder nos encontros e desencontros da vida...

Sinto que me posso perder nos encontros e desencontros da vida.
Ou talvez me possa encontrar no futuro...
Poderei eu ser um dia aquilo que nunca fui?
Sonhar com aquilo que nunca sonhei?
Sentir o que nunca senti?
Poderei eu encontrar o meu caminho
entre aquilo que já fui e o que sonho ser um dia?!(VM)


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Sísifo

Recomeça…
Se puderes,
... Sem angústia e sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro,
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo
Ilusões sucessivas no pomar
E vendo
Acordado,
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças.

Miguel Torga, Diário XIII